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13.01.2026 ⏱📖 4 min.
O mercado de dispositivos móveis atingiu finalmente o seu ponto de rutura a meu ver. Creio que o conceito de 'bom e barato' tornou-se uma relíquia; perante o aumento dos custos e a escassez de componentes, as marcas enfrentam um dilema: ou entregam modelos de entrada esqueléticos, ou empurram a gama média para preços outrora exclusivos da elite tecnológica.
A personalização e a inteligência deixaram de ser diferenciais para se tornarem serviços tributados. A 'Taxa da IA' consolidou-se como a nova norma: funções essenciais de produtividade estão agora sequestradas por subscrições mensais. O design, por sua vez, rendeu-se ao pragmatismo. O experimentalismo deu lugar a estruturas conservadoras e utilitárias, onde o risco financeiro dita a estética.
A ironia de 2026 é clara: embora as leis de reparabilidade nos tenham dado hardware feito para durar, o software tornou-se o novo carrasco. O dispositivo resiste fisicamente ao tempo, mas a sua utilidade real tem agora um prazo de validade rígido: três a cinco anos, no máximo. É o momento em que o hardware sucumbe ao peso de atualizações inchadas ou, pior, em que o suporte simplesmente cessa, forçando a reforma de um equipamento que, por fora, ainda parece novo (a lei do consumismo altamente lubrificada pelos humanos é impiedosa).
Neste cenário, o verdadeiro divisor de águas é a Soberania do Processamento Local. Num mundo de nuvens/clouds proprietárias e taxas infinitas, o novo luxo não é o aspeto do chassis, mas a capacidade de correr modelos de IA de forma independente, privada e eficiente. Ser dono do silício e do código que nele corre é a única forma de garantir que o nosso 'eu digital' não fica retido atrás de uma paywall infinita ou no novo formato chamado "loop".
01.01.2026 ⏱📖 6 min.
A indústria tecnológica vai deixar de fingir que consegue manter o ritmo de crescimento infinito e preços baixos. Entramos numa era de "realismo tecnológico".
⚠️ Tecnologia Mais Cara e Pesada: Esquece a ideia de componentes (como RAM e armazenamento) a baixar de preço. Os custos de produção estão a subir e isso vai refletir-se no consumidor. Os dispositivos serão mais caros e as marcas serão mais seletivas.
🤖 IA Local e Obrigatória: A IA deixa de ser um "extra" ou um chatbot engraçado para se tornar um requisito invisível. Em 2026, ela correrá diretamente no teu hardware (processamento local), consumindo recursos de forma constante. Se o teu chip não aguentar, ficas para trás.
📉 Regresso ao Conservadorismo: Depois de anos a tentar colocar especificações de topo em telemóveis baratos, as fabricantes vão recuar. A margem de lucro apertou e, por isso, os modelos de entrada e gama média vão tornar-se mais modestos para garantir a sobrevivência das empresas.
🔋 Foco na Durabilidade vs. Novidade: Em vez de "truques" de marketing ou designs revolucionários todos os anos, o foco vira-se para a otimização de software, eficiência da bateria e suporte a longo prazo. O hardware vai ter de durar mais porque as pessoas vão trocar de aparelho com menos frequência devido aos preços.
💻 A Crise dos PCs: O mercado de computadores enfrentará um momento estranho: por um lado, o Windows e a "IA PC" forçam a atualização; por outro, a falta de memória e os custos elevados tornarão essas máquinas muito difíceis de vender.
📱 O "Choque de Realidade" nos Smartphones em 2026
O Fim do "Bom e Barato": Os custos de produção vão subir, tornando os modelos de entrada e gama média mais simples ou mais caros.
A Taxa da IA: Muitas funções inteligentes passarão a ser pagas através de subscrições mensais.
Design Conservador: Menos experimentação visual e mais foco em designs que garantam a sobrevivência financeira das marcas.
Durabilidade Forçada: O hardware terá de durar mais tempo, mas o software poderá tornar-se o principal "gargalo".
Em suma: 2026 será o ano da responsabilidade e dos limites físicos. A tecnologia não vai necessariamente piorar, mas vai tornar-se mais "séria", mais cara e menos focada em promessas mágicas que não consegue cumprir.
Isto é apenas o início. Para o roteiro completo do que nos espera, consulta a minha página 🔮 Bashiri no menu 🗺️.